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Daniele Hypolito revela mágoa por ter sido 'aposentada' pelas pessoas

Ginasta de 27 anos diz que irá competir até quando seu corpo aguentar e mira medalha olímpica da família Hypolito no Rio de Janeiro

Foi nas Olimpíadas de Sidney, em 2000, que a ginasta Daniele Hypolito ganhou destaque após registrar o melhor resultado do país em uma edição dos Jogos, sendo a 21ª colocada no resultado geral, 17ª nas barras assimétricas e no solo, além de 16ª na trave de equilíbrio.

Um ano depois, tornou-se a primeira ginasta brasileira a conquistar medalha em um Campeonato Mundial. À época, levou uma prata na competição disputada em Gante, na Bélgica.

Ao longo dos anos, acompanhou a evolução do esporte, a formação de outros atletas de ponta da modalidade e colheu os frutos do trabalho nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, quando o conjunto brasileiro terminou na 8ª colocação por equipes.

Mas seu currículo não foi suficiente para escapar das críticas após o desempenho da equipe brasileira em Londres este ano, quando nenhuma ginasta da equipe feminina chegou à final.

- Depois de Londres, milhares de pessoas dizendo 'para, você é uma atleta medíocre'. A gente passa por tudo isso, mas não desiste por nenhum comentário. Não vão ser as pessoas que vão me dizer a hora de parar. Eu sei a hora que tenho que parar e sei que meu corpo ainda aguenta ser atleta e mais 4 anos de treinamento - disse Daniele, que participou com o irmão Diego Hypolito de uma oficina no Sesc de São José dos Campos no último sábado.

 

Daniele também se mostrou magoada com a falta de reconhecimento de todos os atletas da equipe.

- Muitas vezes esqueciam que eu estava na equipe. Falavam da Daiane (dos Santos) e da Jade (Barbosa) e eu também fazia parte da equipe. Magoa um pouquinho, mas nunca desisti por isso, pois sempre dei minha cara a tapa. Não estava na Olimpíada de graça. Tive que participar de uma seletiva para voltar à seleção e lutar pelo meu espaço. Não estava ocupando o lugar de ninguém - conta a atleta.

Na visão de Daniele, o país não aproveitou como deveria o 'boom' da ginástica brasileira e tem encontrado dificuldades para renovar o quadro de altetas.

- As pessoas dizem ‘você tem que parar’, mas ninguém está vendo que não tem renovação. Deveriam ter aproveitado melhor esse momento para dar palestras, incentivar o esporte e divulgar a ginástica - disse.

Daniele Hypolito e Diego (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)
Daniele Hypolito e Diego em bate-papo no Sesc
(Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

A opinião é compartilhada por Diego, que espera que no futuro haja investimento na construção de novos locais para a prática do esporte.

- Temos conseguido melhorar a cada dia nossos resultados, há interesse da garotada, mas ainda há poucos lugares para se fazer ginástica no Brasil. Temos um centro maravilhoso no Rio de Janeiro, mas sentimos falta de outros. Estamos melhorando, mas ainda é pouco para o tamanho do país - disse Diego.

Desejo

E os irmãos já tem uma meta definida para o próximo ciclo olímpico. Voltar para a casa com a medalha.

- A única medalha que ainda não veio para a família foi a olímpica, mas a gente não vai desistir, vai continuar lutando. Se em 2016 tudo der certo, ótimo, mas se não der certo, tenho certeza de ter tido uma carreira maravilhosa, independente do que as pessoas falam ou tentam me aposentar - completa Daniele.

 

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